Camisas que não saem de moda

Colecionador de São Paulo possui mais de 600 preservativos

As camisinhas foram marginalizadas até meados da década de 1980. O preconceito era grande, pois até a banda Camisa de Vênus teve a mudança de nome cogitado como condição para gravação de um disco.
O ato de entrar em uma farmácia para adquirir o produto não era encarado como uma atitude correta. Atualmente, não usá-la é considerado politicamente incorreto e um ato de irresponsabilidade.

E foi por incentivo de sua avó Dora que o estudante Ricardo di Lazzaro Filho, 25 anos, iniciou uma coleção de camisinhas em 2005. “Minha avó ganhou uma na Parada do Orgulho Gay, que ocorre todos os anos em São Paulo, e me deu, mas o preservativo não foi usado. Foi depois de ver uns 10 guardados em minha gaveta que resolvi colecionar”, destacou.

Ricardo di Lazzaro Filho e o acervo com diversas cores e formatos de embalagens que imitam até picolés e pirulitos (Foto: tarcilaz)

São exemplares de mais de 35 países como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Grécia, Holanda, França, Egito, Alemanha, África do Sul, entre outros. Os sabores também são diversos: Coca-Cola, banana, chocolate, baunilha, cereja, morango, coco, hortelã, laranja, limão, manga, iogurte, maracujá, menta, tutti-frutti, tangerina, uva e, inclusive, de rosas.

Lazzaro Filho afirma que praticamente metade da coleção foi presente de amigos e familiares, e que as situações são inusitadas e divertidas. “Duas irmãs da minha avó viajaram para Miami, e foram à uma farmácia em busca de novos itens para a minha coleção. A compra se transformou em uma verdadeira aventura, pois elas não sabiam falar camisinha em inglês (condom)”, comentou.

Da esquerda para direita: preservativo do Japão (caixinha de suco de laranja), e as demais dos Estados Unidos, sendo uma que brilha no escuro (Foto: tarcilaz)

Graduado em Farmácia, o colecionador está cursando Medicina, e apesar de não ter usado o acervo em trabalhos acadêmicos, já auxiliou uma amiga em uma pesquisa, na área de Economia, sobre preferência do consumidor. Além disso, também já foi personagem de uma matéria do Jornal do Trem, que focou a necessidade do uso de preservativo.

(Foto: tarcilaz)

Quanto custa manter uma coleção de camisinhas?

Lazzaro Filho afirma que as camisinhas mais baratas podem ser adquiridas na China e na Indonésia. Porém, na Europa elas custam entre 4 e 5 euros.
E foi justamente na Holanda que ele foi comprar um preservativo com uma nota de euro falso. Além da surpresa em descobrir que a nota não tinha valor, foi obrigado a se explicar aos policiais e ficou sem o produto. Mas é de Amsterdã, da loja Condomerie, a camisinha mais exótica do acervo: “Ela vem dentro de uma noz”, comentou.

Outra situação divertida foi durante a revista da mala no aeroporto do México. Ao encontrar diversas camisinhas na bagagem de mão do colecionador, uma policial mexicana o alertou para que tomasse cuidado. (risos)

Os famosos guarda-chuvas de enfeites de drinks foram substituídos por preservativos (Foto: tarcilaz)

Certificado como o maior colecionador de camisinhas do Brasil, pelo RankBrasil, em 2011, sua meta é ser homologado como o maior do mundo, pelo Guinness World Records™. Para isso, será necessário ultrapassar o acervo do italiano Amatore Bolzoni, que possui mais de 2400 preservativos.

Acervo do colecionador cresce com o auxílio de amigos e familiares (Foto: tarcilaz)

Acesse o blog de Ricardo di Lazzaro Filho para obter mais informações sobre a coleção.

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